Key takeaways
O Brasil é o maior mercado fintech da América Latina, com mais de 2.000 empresas ativas.
A fraude de identidade é um dos maiores desafios: deepfakes, identidades sintéticas e documentos falsos.
As fintechs precisam cumprir regras de KYC/AML tão rigorosas quanto os bancos. A verificação inicial não basta: o monitoramento contínuo é obrigatório.
A Didit permite cumprir as normas de forma rápida, transparente e sem custos ocultos.
A indústria fintech é uma das mais fortes do Brasil. Relatórios apontam mais de 2.000 empresas em operação no país — o que representa aproximadamente 56% de todas as fintechs da América Latina. Em números, o mercado fintech brasileiro movimentou US$ 4,73 bilhões em 2024.
Esse crescimento traz oportunidades, mas também grandes desafios, principalmente em termos de conformidade regulatória e prevenção à lavagem de dinheiro. No dia 1º de setembro, foi anunciado que o Brasil passaria a exigir das fintechs as mesmas regras aplicadas aos bancos, poucos dias após a polícia desmantelar uma rede de lavagem comandada pela maior facção criminosa do país. As novas regras exigem que as fintechs reportem transações financeiras por meio de um sistema já utilizado pela banca tradicional há mais de 20 anos — e que pode até ser aplicado retroativamente, segundo fontes.
Com essa pressão regulatória crescente, as fintechs brasileiras não podem mais tratar a verificação de identidade como um simples checklist. Os processos de KYC são agora mais críticos do que nunca. Para isso, é essencial contar com ferramentas seguras, rápidas e transparentes que ajudem a enfrentar o aumento da fraude de identidade no Brasil.
Fraude de identidade: um problema crescente para as fintechs brasileiras
O Brasil enfrenta um grave problema de fraude de identidade. Apenas no primeiro trimestre de 2025, as tentativas de fraude cresceram mais de 50%, enquanto o país lidera o ranking global de fraudes com deepfake: cinco vezes mais casos que os EUA e dez vezes mais que a Alemanha.
Mas os deepfakes não são o único problema. As identidades sintéticas cresceram 140% em relação ao ano anterior, e o aumento de documentos falsos continua a colocar em risco os sistemas de verificação.
O cenário é alarmante: a cada 16 segundos ocorre uma tentativa de golpe no Brasil, gerando prejuízos milionários.
Impacto direto sobre as fintechs
Segundo a TIInside, a fraude no setor fintech cresceu 143,2%. Isso faz da indústria fintech o terceiro setor mais afetado do país, atrás apenas das apostas online e das redes sociais.
Os impactos da fraude nas fintechs incluem:
- Prejuízos financeiros diretos
- Fricção excessiva para usuários legítimos
- Falsos positivos e abandono de clientes
Regulamentação de KYC no Brasil: o que as fintechs precisam saber
No Brasil, o marco regulatório de KYC (Know Your Customer) para fintechs está em plena transformação. Embora as regras de prevenção à lavagem de dinheiro não sejam novas (a Lei nº 9.613/1998 já obrigava instituições financeiras a reportar atividades suspeitas ao COAF), a novidade é que o regulador quer igualar as obrigações das fintechs às da banca tradicional.
Isso significa que as fintechs brasileiras devem implementar programas de compliance robustos, capazes de:
- Identificar, verificar e validar a identidade de cada cliente (KYC)
- Monitorar transações e operações suspeitas
- Reportar atividades suspeitas ao COAF em até 24 horas
- Manter registros por, no mínimo, cinco anos
Além disso, a Resolução BCB nº 3.978/2020 e guias posteriores do Banco Central do Brasil (BCB) acrescentam exigências específicas, como a necessidade de matrizes de risco proporcionais ao perfil da entidade e controles internos capazes de detectar deepfakes e identidades sintéticas.
Requisitos de verificação de identidade no Brasil
A verificação de identidade no Brasil não é uma mera formalidade, mas um processo legal rigoroso que começa com a coleta de dados básicos: nome completo, CPF e documento válido, que devem ser cruzados com bases oficiais como o Serpro ou a Receita Federal.
Segundo o princípio de risco (Circular BCB 3.978/2020, Res. 119/2021), a verificação de endereço só é obrigatória para perfis que não sejam de baixo risco. Além disso, se a fintech estiver sob supervisão da CVM, será necessário coletar também data de nascimento, telefone, email e ocupação.
Todo o fluxo de verificação deve estar em conformidade com a Lei nº 9.613/1998 e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): as empresas devem solicitar apenas informações indispensáveis, informar sobre seu uso, cumprir o prazo de retenção (5 anos) e eliminar o que não for necessário.
👉 Saiba mais sobre as normas de KYC e AML no Brasil.
Monitoramento contínuo é obrigatório no Brasil
A conformidade não termina na verificação inicial. O monitoramento contínuo de clientes é obrigatório, como prevê a Circular BCB 3.978 (Artigo 17). As empresas devem manter as informações sempre atualizadas.
Embora não haja periodicidade definida, novas verificações são exigidas sempre que o perfil de risco do usuário se alterar.
Quais reguladores supervisionam as fintechs no Brasil?
O cumprimento das normas pelas fintechs é supervisionado por diferentes órgãos, que combinam leis nacionais e exigências setoriais.
Principais reguladores:
- Banco Central do Brasil (BCB/BACEN). Regula o marco KYC/AML.
- COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Unidade de inteligência financeira.
- CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Supervisiona valores mobiliários, corretoras, fundos e emissores de tokens.
- SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Regula seguros e previdência.
- ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Responsável pela LGPD.
Checklist das normas que afetam fintechs no Brasil
- Lei 9.613/1998. Base da regulação KYC/AML
- Lei 13.810/2019. Lei das sanções
- Lei 14.478/2022. VASPs como sujeitos obrigados
- Circular BCB 3.978/2020. Primeiro guia de KYC no Brasil
- Resolução BCB 119/2021. Obrigatoriedade de coleta de endereço
- Regras setoriais:
- Imobiliário → Resolução COFECI 1.336/2014
- Telecomunicações → Resolução ANATEL 477/2007
- iGaming → Lei 14.790/2023
Como a Didit pode ajudar as fintechs no Brasil
As fintechs no Brasil enfrentam um duplo desafio: cumprir normas de KYC/AML e se proteger contra fraudes.
Os provedores locais apresentam limitações:
- A IDWall depende demais de revisão manual, o que atrasa o onboarding.
- A Unico não é uma plataforma end-to-end, deixando brechas exploráveis por criminosos.
A Didit reúne verificação documental, biometria, validações em bases oficiais e screening global em uma plataforma flexível, aberta e econômica. Além disso, oferece o primeiro plano gratuito e ilimitado de KYC.
Com a Didit você pode criar fluxos personalizados de verificação, do onboarding inicial à autenticação biométrica, sempre alinhados às rápidas mudanças regulatórias do Brasil.
